sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Relacionamento sufocante.

Você já viveu uma história assim?

Por Débora Ferreira
debora.ferreira@arcauniversal.com
 

Ligações a cada 30 minutos durante o horário de trabalho, surpresas inesperadas toda semana, jantares românticos, presentes para mimar. Para muitos esse tipo de relacionamento é sufocante e cansativo, para outros é uma verdadeira prova de amor do companheiro. E você, tem vivido isso? Gosta ou não? Algumas pessoas acabam exagerando e isso só prejudica a convivência do casal. “Quando a pessoa só está namorando fica mais fácil resolver. O problema é quando a pessoa já está casada e começam a surgir situações assim”, diz o apresentador do programa The Love School - A Escola do Amor (*), bispo Renato Cardoso.
O bispo ainda ressalta que quando a mulher ou o homem são muito pegajosos, encontram-se na situação de mendigar ou implorar pelo amor do parceiro. “Geralmente, ninguém consegue perceber que está nesta situação, pois, se isso acontecesse a pessoa sentiria vergonha de ser assim, pois passa automaticamente o poder do relacionamento – quase que exclusivamente – para o companheiro e este sempre fará o que quiser por ter a certeza que você nunca o deixará.”
 
Quando o parceiro é muito pegajoso, costuma refletir insegurança e medo de que possa ser trocado, esquecido ou mesmo ser enganado. “Mas não é só em situações como essa. Há casos também de pessoas que tiveram uma criação de abraçar, beijar e tocar muito comum dos pais. Então, quando entram em um relacionamento, acabam transferindo para o outro, e quem não está acostumado pode achar demais”, comenta o bispo.
Bispo Renato aconselha que para deixar de ser pegajoso, seja uma pessoa mais segura de si, confie, a não ser que seu parceiro dê razões para que você desconfie de algo. Repreenda mais os pensamentos que lhe impedem de ser seguro. “Não tenha segredos. Não dê razões para que o companheiro desconfie de você”, finaliza.
Um grude de pessoa
“Eu sempre ouvi piadas no começo do relacionamento com meu namorado de que eu era muito grudenta e pegajosa, mas sempre levei na esportiva, nunca percebi que ele estivesse me dando sinais para que eu percebesse e pudesse melhorar”, lembra a estudante de direito Lívia Gales da Silva, de 24 anos.
Segundo a universitária, quando o parceiro percebeu que o excesso de mimos e preocupações estava atrapalhando a relação, ele decidiu que seria o momento ideal para conversar francamente. “Ele comentou que tinha medo de qual seria a minha reação. Realmente, não foi a melhor, pois, eu fiquei muito chateada e pensei que ele não gostasse de mim. Demorou um tempo até que eu pudesse perceber que o amor dele era tanto que ele não queria que o namoro esfriasse. Nos primeiros dias eu parecia uma estranha, me senti travada, não conseguia ao menos fazer um carinho”, conta.
Mas tudo mudou quando ela percebeu em que estava errando. “Quando eu tive tempo para mim e para pensar no meu relacionamento, enxerguei o quanto eu o sufocava com meu jeito. Então, com o passar dos dias fui aprendendo quais eram as atitudes ideais e, após meses, consegui achar o limite”, finaliza Lívia.
(*) O programa Escola do Amor é transmitido diariamente, às 15h, pela IURD TV (www.iurdtv.com), e aos sábados, ao meio-dia, pela Rede Record
 

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