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domingo, 5 de junho de 2016

Maliciosa, Eu?

Confira as características de pessoas assim e saiba o que fazer para lidar com elas.
      
Sabe aquela mulher que só enxerga o lado negativo da situação? Ou que acredita que ninguém é confiável o bastante? Ou ainda que interpreta a opinião do outro sempre como ela se tivesse segundas intenções? Se você conhece alguém assim, acredite: essas são características de uma pessoa maliciosa.

Para a escritora Nanda Bezerra, autora dos livros Mais Linda em 40 Dias e 40 Segredos que Toda Solteira Deveria Saber, esses comportamentos são parte do perfil de pessoas que podem ser chamadas de “raposinhas”. “São atos pequenos, que passam despercebidos, mas que entram sorrateiramente na sua vida. A falta de vigilância e bons olhos para com o próximo a transforma em uma pessoa maliciosa e isso não agrada a Deus”, conta em seu blog pessoal nandabezerra.com.
O comentário maldoso sobre o look da amiga ou a palavra negativa quando alguém conta uma novidade são atitudes que podem parecer corriqueiras, mas que podem fazer um grande estrago.
A maliciosa mantém uma postura defensiva e quase sempre desconfiada. Ela sempre enxerga o outro como uma ameaça. Para ela, tudo ao seu redor está errado, menos ela, é claro. Ela costuma ser negativista e procura defeito em tudo.

Convivência
Ao identificar um comportamento malicioso, o que você pode fazer para lidar com a situação?
Para Nanda Bezerra, chamar a atenção da pessoa maliciosa pode não ter grande efeito, pois, nem sempre a pessoa consegue perceber que se comporta dessa forma. Mulheres assim, muitas vezes, estão perdidas dentro de si mesmas e não conseguem se autoanalisar. Se você quiser obrigá-la a isso, pode piorar a situação. A melhor forma é buscar em Deus a direção correta.

“Para que você não seja afetada, é preciso guardar o coração, fazendo a vontade de Deus. Perdoar se faz necessário e deve ser regra do cotidiano. A maliciosa fez mal a você? Perdoe. O peso sairá das suas costas mesmo que o erro não tenha sido seu”, conclui a escritora. O perdão não deve ser praticado apenas uma vez, mas quantas vezes for preciso.
“Faça o que Deus faria, siga o caminho dEle e não terá erro. Uma das maiores qualidades do Senhor é a misericórdia e a compaixão pelo outro”, completa.

O Godllywood visa auxiliar mulheres em toda e qualquer situação, desde que ela deseje realmente ser auxiliada e moldada para uma mulher melhor. Conheça mais sobre o grupo e saiba como participar dos projetos clicando aqui.

Fonte: universal.org

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Conforto X Medida.

Muitas mulheres têm dúvidas com relação ao modelo de vestido e saia mais confortáveis e discretos. Você também? Então confira a matéria.


É fato que saias e vestidos deixam as mulheres mais femininas e bonitas. Mas, na hora de escolher a peça, é preciso ter alguns cuidados. Uma das dúvidas que muitas têm é quanto ao comprimento das roupas. Quando a mulher não sabe o que usar, vira um tal de “tira e põe” de roupa em um cenário com o armário todo revirado e com muitas peças jogadas em cima da cama.
Conversamos com a leitora Cristiane Cavalari, de São Paulo, para saber se ela também tem dúvidas a respeito do comprimento da saia, principalmente para o dia a dia. Além de nosso bate-papo, pedimos para que ela elegesse alguns itens (entre vestidos e saias) do seu guarda-roupa para que criássemos alguns looks. O momento resultou em uma descontraída sessão fotográfica – e você confere a seguir, tanto as respostas quanto o resultado.
Qual escolher?
Quanto aos diferentes comprimentos, Cristiane disse que já aprendeu. “Eu prefiro saias de comprimento no joelho, pois, como sou alta, acredito que me deixam mais elegante e confortável”, expôs. “Sei as diferenças entre os modelos e o que fica bem em cada tipo de corpo”, completou.
Ela afirmou também levar em conta o código da vestimenta de cada ocasião (também conhecido como dress code) antes de eleger o look. “Precisamos estar atentas ao que está sendo pedido e ao comprimento adequado para cada ocasião. Há momentos em que precisamos estar com uma veste mais social, outros, mais descolada, como em um passeio entre amigas. Eu levo em conta o local e o momento para montar o look com harmonia.”
Saia-se bem
Não há dúvidas de que a questão do conforto tem um peso e tanto quando vamos eleger o look do dia. Por isso, citamos as opções mais práticas abaixo. Quanto a isto, saias com o comprimento de um palmo fechado acima do joelho (modelo Padrão) costumam nos deixar menos preocupadas em ajeitar o look enquanto andamos, sentamos ou cruzamos as pernas. Neste caso, sapatos baixos ou mais altos não causam incômodo.
Vale lembrar que, no caso das saias, a altura do cós também deve ser levado em conta, já que muitas confundem peças deste modelo como sendo de comprimento um pouco maior.
Já os vestidos e as saias de comprimento no joelho (comprimento Chanel ou Clássico), além de versáteis, são mais fáceis quando queremos prezar pela discrição.
Uma outra opção, que não tem como não mencionar, é o comprimento mídi. Nos anos 20, a estilista francesa Coco Chanel trouxe praticidade para as produções ao eleger o comprimento. Uma alternativa que parece ter caído no gosto da mulherada.
Após a Segunda Guerra Mundial, na década de 40, o cenário pedia a volta da feminilidade – tanto que o mídi caiu como uma luva nas produções “New Look” do estilista francês Christian Dior, com saias amplas quase até os tornozelos e cintura bem marcada. Em 2013, a peça teve seu retorno triunfal e brinda as mulheres com conforto, elegância e um toque ladylike (toque gracioso e feminino) à produção.

domingo, 17 de abril de 2016

Você e a pirataria.

Apesar da compra de artigos falsificados parecer algo inofensivo, o efeito dessa prática tem tudo a ver com a triste realidade que presenciamos todos os dias no País.


Você ouve aquela canção maravilhosa no culto em sua igreja. Dias depois, em uma calçada qualquer, ouve-a de novo: é um camelô vendendo um CD. O precinho está bastante em conta. “Garantido”, caro freguês.
Parece irresistível. Afinal, a música é tão linda, não é? Bem, já que está ali “com a boca na botija”, você aproveita e leva uns DVDs de filmes, inclusive alguns bíblicos. Mas mesmo que você diga que só gosta dessa música e não faz sentido pagar tão caro por um CD original inteiro só por causa de uma faixa ou que o original é muito caro e com o dinheiro você compra vários no ambulante, você está só tentando se justificar. Sem conseguir. Caia na real: você está contribuindo com um crime. Ponto.
É isso mesmo: pirataria é prevista em lei como crime, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão e multa. Ela é considerada por muitos especialistas como o crime do século 21 e, acredite, movimenta mais recursos ilícitos do que o narcotráfico: são US$ 250 bilhões (mais de R$ 1 trilhão!), segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A mesma instituição revelou em um relatório recente que a “indústria” da falsificação abre caminho para outros tipos de crimes ainda mais graves. É isso que você alimenta quando compra aquele aparentemente inocente CD pirata: um submundo que não é muito diferente do da prostituição infantil, da escravidão, da pornografia, do tráfico de drogas... Com certeza, um comprador de algo falso ou sem licença está longe de contribuir para um mundo melhor. Acha isso um exagero? Então, continue a ler.
Copiratas
Ainda acha que por ser comprador, e não o vendedor, você não tem culpa? Sim. Tem. É justamente esse o alerta que o Bispo Edir Macedo faz: “Pensa que roubar é só tirar as coisas dos outros e sair correndo? Não! Roubar é isso aí, piratear. Você está sendo desonesto se compactua com a pirataria. É roubo. É desonestidade. Se aquela pessoa está roubando o direito de outro que fez a música, que fez a letra, que trabalhou, que colocou sua inspiração ali e aí você tira proveito do trabalho do outro, isso é roubo. Quando você entra em um site pirata, em um site de filmes, isso é roubo, você está roubando”, enfatiza.
Segundo o Bispo, quem compra é um “copirata”. Mesmo que pareça vantajoso por causa do preço, ou porque muitos fazem e não acontece nada, isso não tem nada a ver com a postura de um cristão – ou de qualquer pessoa íntegra de verdade. “Não se deixe levar pelo que é errado, pelo que é desonesto. Não olhe para os ladrões, porque os ladrões cedo ou tarde vão pagar por aquilo que eles estão fazendo, ninguém fica impune nesse mundo. Na Bíblia está escrito que tudo que o homem semear, isso também ceifará”.
A maioria que lê essa última mensagem bíblica de “o que plantar, ceifará” pensa que isso é algo para o futuro e que está bem distante. Contudo, você acabou de ler sobre a ligação da pirataria com outros crimes. E também já sabe o que a ONU disse sobre quanto dinheiro desonesto, que melhoraria a vida de muita gente se fosse gerado da forma correta, circula fazendo o mal pelo mundo. Então você liga a TV e vê notícias sobre a crise brasileira e internacional, percebe suas próprias contas apertadas no fim do mês, vê vizinhos e parentes em uma situação desesperadora. Não consegue sair nas ruas de seu bairro para um simples passeio sem sentir medo. Ainda acha que esses efeitos são culpa de determinados governos ou de criminosos desconhecidos? Se você cedeu à atitude mesquinha de comprar algo falso porque era mais barato, não reclame. Parte da culpa por tudo isso também é sua.
No fim das contas, é tudo uma questão de bom senso e atitude – de ter posturas de um cidadão de verdade, de um ser humano que quer um mundo melhor e faz sua parte para isso. Parece exagero, mas não ache que a realidade ruim mostrada nas manchetes é mera coincidência. Você decide de que lado quer estar.

domingo, 15 de novembro de 2015

Como brigar e acabar em beijos.



Se colocássemos algumas opções do que você gostaria que acontecesse depois de uma briga entre você e seu (sua) parceiro (a), qual escolheria?

a) Nada foi resolvido
b) Corações feridos e despedaçados
c) Ambos chateados e calados
d) Solução e beijos de amor

Certamente, todos escolheriam a opção “d”, por ser a mais sensata e agradável. Porém, o que é necessário fazer para acabar uma briga com a solução do problema e, consequentemente, em beijos?

Você deve atentar para esses cinco pontos:

1 – Saiba o porquê e sobre o que estão brigando. Muitos começam a discutir sobre algo e depois mudam totalmente o foco da discussão. Por fim, acabam até se esquecendo sobre o que começaram a brigar. Isso acontece porque outros assuntos passados e paralelos, que não tinham nenhuma relação com a briga, foram trazidos à tona. Vários casais começam reclamando de uma coisa e terminam falando de outra completamente diferente. Por isso, é necessário ter em mente o assunto principal e focar somente nele. Defina e discuta sobre um ponto específico. Se for um gasto indevido, por exemplo, você falará apenas disso. Nada de mencionar as crianças, pular para a sogra, falar do patrão ou relembrar algo que aconteceu há muito tempo.

2 – Lembre-se de que você tem dois ouvidos e uma boca. Preste atenção no que a pessoa está falando, em vez de bolar em sua mente argumentos para se defender. Tente entender o porquê ela se sente assim. Se as reclamações não forem devidamente ouvidas, vocês não poderão entender qual é o problema e, consequentemente, o mesmo não será resolvido. Por isso, essa regra é fundamental: ouvir mais e falar menos. Ainda que, de início, você não concorde com o que o outro esteja falando, procure compreendê-lo e se colocar no lugar dele.

3 – Não fale tudo o que sente ou pensa. Muitos vomitam sentimentos e pensamentos sobre seus parceiros com a desculpa de que “precisam abrir seus corações” ou de que “só estão sendo sinceros”, mas, ao fazerem isso, acabam ferindo a pessoa amada. Todos nós sentimos e pensamos coisas ruins no momento da raiva, mas não precisamos despejar esse “pum cerebral” sobre o (a) parceiro (a). Afinal, o que é mais adequado quando se tem gases? Soltá-los na frente da outra pessoa ou sair de perto e lidar com aquilo da sua maneira? Assim como essa última opção, devemos administrar e nos livrar dos sentimentos e pensamentos ruins, sem prejudicar o outro.

4 – Ataque o problema e não a pessoa. Em uma briga, é necessário entender quem é o inimigo. O seu inimigo não é a pessoa que você ama, mas é o problema que tem prejudicado vocês. Por isso, em vez de atribuir características ruins ao outro, dizendo que ele é isso ou aquilo, fale do problema. Em vez de chamá-lo de grosso, por exemplo, diga que você não gostou do jeito que ele falou com você. Assim, ressaltará o problema, que é o “jeito” de falar, sem ofender a pessoa.

5 – Combine o que cada um fará de agora em diante. A briga não acaba nem o problema se resolve enquanto ambos não combinarem o que farão a respeito. Trata-se de um acordo. Afinal, para que a situação não se repita, é preciso fazer diferente de como estava sendo feito até então, acordando qual será a parte de cada um. Depois de estarem combinados, os abraços e beijos acontecerão naturalmente. Já que os desentendimentos são inevitáveis, desejamos a todos bons beijos!

Fonte: Universal.org

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As 10 pragas que atingiram o Egito.

O faraó se negou a libertar o povo hebreu da escravidão e, segundo o livro Êxodo, uma maldição caiu sobre o povo egípcio. Conheça o significado de cada fenômeno.



Quem assiste à novela Os Dez Mandamentos, exibida de segunda a sexta-feira, às 20h30, pela Rede Record, está acompanhando a onda de pragas que vem tomando conta do Egito. As dez pragas do Egito aconteceram há mais de três mil anos e trazem significados ligados às divindades egípcias. Após a morte de todos primogênitos, o Egito entrou em luto e, só assim, o povo hebreu conseguiu a tão sonhada liberdade. Confira:

1 • Água do rio Nilo vira sangue
De acordo com a entrevista do historiador Maurício Ferreira ao portal R7, as águas se transformarem em sangue foi a pior praga por conta do culto ao deus Khnum, relacionado ao rio Nilo, e à deusa Isis, já que, segundo a mitologia, o rio Nilo representava as lágrimas dela.


2 • Rãs
Milhares de rãs saíram do rio Nilo e foram em direção aos egípcios. Eles não podiam fazer nada em relação as elas, pois as relacionavam com a deusa da fertilidade (Hekt).


3 • Piolhos
A poeira se transformou em piolhos, aterrorizando todo o Egito. Ferreira diz que eles tiveram que raspar a cabeça e os pelos do corpo. “Esta proliferação afeta não só o cabelo dos egípcios, mas também o resto do corpo e os torna impuros”, diz o historiador.


4 • Moscas
A quarta manifestação do poder de Deus aconteceu quando as moscas infestaram o Egito. Para o historiador, o motivo também está relacionado à questão da limpeza. “Este inseto leva contaminação ao corpo, aos alimentos, às coisas sagradas”, acrescenta.


5 • Doenças nos animais
Deus cessou a praga das moscas quando o faraó concordou em libertar o povo hebreu, mas, quando as viu irem embora, o rei mudou de ideia. Assim veio a quinta praga: todos os animais ficaram doentes. “Cada deus egípcio tem um bicho que o representa, então a morte dos animais seria a morte dos deuses”, analisa o historiador.


6 • Úlceras
A sexta praga representa manchas na pele de todo o povo. “Se você tem uma doença será uma pessoa suja. Essas úlceras também representam para eles um castigo da deusa da vingança e destruição, Sekhmet”, explica Ferreira.


7 • Granizo
A chuva de pedras atingiu a plantação dos egípcios e, por causa dela, deuses considerados como controladores da natureza foram envergonhados.


8 • Gafanhotos
Segundo o historiador, os gafanhotos não têm significado religioso, mas a passagem deles já demonstra que pessoas vão morrer de fome, pois praticamente 80% da produção de trigo é afetada.


9 • Trevas
Esta praga atingiu o principal deus dos egípcios, o deus Rá, que representa o Sol. Foram três dias nas trevas. “Ou seja, vendo o dia virar noite, os egípcios acreditam que o deus Rá foi derrotado e que toda a vida na terra deixa de existir”, afirma o historiador.


10 • Morte dos primogênitos
A décima praga, a morte de todos os primogênitos, resultou em uma humilhação total do povo. “Na Antiguidade, o filho mais velho é responsável pelo legado do pai. Quando o primogênito morre, toda a geração preparada para comandar o Egito desaparece”, conclui o historiador.


Fonte: Universal.org

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Milhões de Beneficiados

Força Jovem Brasil oferece projetos sociais para recuperar e encaminhar adolescentes para melhores oportunidades
Edir Lima
redacao@folhauniversal.com.br

Igreja Universal realiza um trabalho que é mais do que recuperar o adolescente dependente químico (de álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência, "tarjas pretas", entre outros). O trabalho social e espiritual do Força Jovem, em todo o Brasil e em vários outros países, já beneficiou mais de 2 milhões de adolescentes em 8 anos. Seja na área educacional, artes ou esportes, o Força Jovem presta a sua colaboração ao País. Segundo o pastor Jean Madeira, responsável pelo grupo no Brasil, através de parcerias com clínicas de recuperação, os jovens são encaminhados para receber gratuitamente o tratamento.

"Em paralelo, recebem acompanhamento espiritual do grupo de voluntários do ‘Dose Mais Forte’, que realiza um trabalho de prevenção e combate às drogas, assegurando uma completa restauração de vida", explica.

Entre os projetos sociais, um dos destaques é o "Driblando o Crack nas Escolas", um campeonato dentro dos colégios públicos e particulares com o intuito de mobilizar os estudantes contra as drogas, conscientizando-os sobre o perigo dos vícios e mostrando que é possível vencê-los.


Segundo especialistas, as más companhias são uma das maiores causas que influenciam os jovens a escolher o caminho das drogas. Para o pastor Jean Madeira, a falta de atenção e de estrutura familiar é um agravante.

"Hoje, o jovem deixa de agir com a razão, enterra os sonhos e, por causa do sentimento, adquire uma gravidez indesejada, se torna um(a) viciado(a) ou uma pessoa sem trabalho, sem estudo e sem credibilidade na sociedade", analisa.

Para resgatar e restaurar a vida do dependente químico, o Força Jovem oferece a prática de esportes, cursos profissionalizantes e ingresso à universidade.

"O objetivo é que o jovem tenha um norte, uma esperança de futuro, que ele tenha com o que se ocupar e passe a trabalhar em cima de um projeto de vida", conclui o pastor.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Copa do Despejo.

Obras com a justificativa de preparar as cidades para o Mundial de 2014 devem expulsar ao menos 170 mil moradores de suas casas

       
       

Fernando Poffo

fernando.poffo@folhauniversal.com.br

Fonte : Folha Universal

Morador de Itaquera desde que nasceu, há 27 anos, o corintiano Marcelo Roberto Salvador tinha todos os motivos para sorrir com o anúncio da Copa do Mundo no Brasil: a construção de um estádio para a competição e para o seu clube de coração ao lado de casa – e no qual passou a trabalhar após três meses de desemprego. Mas a expectativa de um futuro promissor, com a região cada vez mais desenvolvida, passou a ser obscura. Salvador teme ser obrigado a deixar sua casa e já nem consegue aproveitar bem o dinheiro que recebe por trabalhar na Arena Itaquera.

"Eu preciso reformar a minha casa, mas não dá para gastar nada lá agora, porque a gente não tem certeza do que vai acontecer. Como vou gastar se não sei se vou ficar lá?", questiona Salvador, com medo dos rumores de uma possível remoção da comunidade do Goiti, que fica a 10 minutos do estádio da abertura da Copa. "Agora que tem tudo no bairro vão me mandar para onde?", pergunta o ajudante de produção, que nem sabe se terá mesmo de sair de casa devido às obras de mobilidade urbana que se ancoram no Mundial de 2014.



A apreensão de Salvador se justifica. Outras comunidades da região sofreram remoções depois de conviver com "boatos" de que haveria desapropriação em razão de obras da Copa, tema que preocupa os moradores mais pobres das cidades-sede do Mundial.

"Esses projetos não têm sido discutidos democraticamente com todos os atores que vivem nessas cidades. Em geral, os projetos têm a característica de transferir bens que estão com a população de baixa renda para outros agentes econômicos. Ao expulsar moradores carentes para regiões ainda mais distantes, as áreas são recolocadas no circuito da valorização de capital, trazendo enormes ganhos a poderosos grupos econômicos, e resultando na elitização dessas áreas, pois o setor imobiliário brasileiro não trabalha com margem de lucro abaixo de 100%. Há casos de até 1.000% de valorização", observa Orlando Alves dos Santos Júnior, professor da UFRJ e relator do Direito à Cidade – Plataforma Dhesca (Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais). "O que impressiona é a violência no procedimento, que não respeita nem o direito do cidadão de participar do que vai acontecer com a sua cidade", espanta-se o professor.


O comportamento no estilo "fato consumado" não informa os detalhes dos projetos e provoca preocupação em várias comunidades do Brasil, como acontece com o operário de Itaquera. Além da falta de transparência, o poder público tem adotado várias formas de pressionar os moradores e forçar uma remoção sem que os mínimos direitos sejam respeitados. A única cidade em que há chance de não haver remoção em razão da Copa é Brasília. "Mas isso porque no Distrito Federal o conceito de cidade de exclusão vem de um processo histórico. O DF tem a maior desigualdade do Brasil e dá para fazer uma relação entre a baixa renda e a falta de equipamentos públicos com a distância da cidade-satélite", explica Francisco Santiago, integrante do Comitê Popular local, sem deixar de criticar problemas indiretos em relação à moradia na cidade em razão da Copa (leia mais no fim da página).

A Folha Universal apurou nas 12 cidades-sede da Copa que em pelo menos 11 têm sido comuns as seguintes medidas que desrespeitam a lei: casas são marcadas sem qualquer explicação ao morador, notificações são entregues já com a remoção definida, propostas de indenização ficam bem abaixo do valor de mercado e ofertas de auxílio-aluguel insuficiente para o morador permanecer no bairro. No Rio de Janeiro, até negociações diretas com o empreiteiro e a entrega de sacos de dinheiro a moradores na calada da noite foram relatadas ao Comitê Popular. Outro expediente registrado no Rio e em São Paulo é a derrubada ligeira de casas após negociações obscuras, com ações que comprometem imóveis vizinhos ou simplesmente os deixam em meio a escombros, longe de uma condição digna de se viver.

Apesar dos vários casos já registrados e da expectativa conservadora feita pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, que prevê a remoção de 170 mil moradores em todo o Brasil, os afetados têm como fazer valer o direito à moradia adequada, que protege o cidadão de remoções forçadas e garante, entre outras coisas, a permanência no bairro, moradia com acesso a serviços e infraestrutura. Depois de o poder público esclarecer a real necessidade de remoção com a comunidade, os moradores podem exigir uma casa na região, em condições iguais ou melhores. "Essa casa não é uma dádiva do poder público, é um direito do cidadão", alerta Santos Júnior. Para isso, os moradores precisam se unir e não negociar nada individualmente. Existem exemplos de sucesso, como no Metrô Mangueira, onde a comunidade conseguiu se mudar para a região, ou os moradores da Vila Autódromo, também no Rio, que resistem e podem até seguir em suas casas. Portanto, se unir a entidades de defesa dos bairros, procurar comitês populares, defensoria pública e se articular com vizinhos são atitudes para evitar um cartão vermelho arbitrário e ser obrigado a sair da casa em que vive há anos por causa da Copa.

Situação nas demais cidades-sede

Belo Horizonte

Obras vão afetar 500 imóveis. Já houve remoção das 70 famílias da Vila Recanto e de moradores das Torres Gêmeas, que receberam auxílio-aluguel de R$ 400. Há preocupação com mil famílias da Dandara, área vizinha ao Mineirão.

Manaus

Por onde passará o monotrilho BRT (transporte coletivo), 900 casas foram marcadas. Haverá mais remoção se o monotrilho sair mesmo do papel.

Cuiabá

Expectativa de 5 mil atingidos. A maior preocupação é com o VLT (transporte coletivo), segundo Inácio Werner, do Fórum de Direitos Humanos e da Terra. "O representante da Secopa disse que só vai indenizar propriedade em solo ocupado de forma regular", diz.

Fortaleza

Há cerca de 10 mil famílias sob o risco de remoção. O maior problema é o VLT (transporte), que afeta 11 bairros.

Brasília

Sem problema de moradia, mas a empresa que gere as terras públicas repassa verba às obras do estádio e deixa de investir em casas populares. A Universidade de Brasília resolveu reformar moradias estudantis.

Salvador

"Teremos 500 remoções no centro histórico", diz Célio Maranhão, do Comitê Salvador, preocupado com outras obras, como a via que cruzará o Bairro da Paz, onde vivem 100 mil pessoas.

Recife

Para as obras do Terminal Cosme e Damião, 200 casas devem ser demolidas. Há dúvidas em outras obras, como no binário de São Lourenço da Mata: "Inexiste o diálogo. Pelo traçado serão ao menos 600 famílias atingidas", diz Evanildo da Silva, do Comitê Popular.

Natal

Serão demolidas 269 casas e 119 lojas. Ainda há 11 projetos de mobilidade que podem afetar outras 700 propriedades.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cristãos Queimados Vivos Na Nigéria.


E o Governo brasileiro não se pronuncia em nada sobre aquela parte do mundo onde parece existir a máxima:
"tudo pela corrupção". Pelo contrário. Compactua com tudo, dando-lhe toda a ajuda financeira possível, enquanto aqui tudo falta.. A imprensa brasileira então... nada divulga; e continuamos todos defendendo o chamado
"Politicamente Correto" praga que assola nosso país e degrada nosso carater na medida em que calamos ao vermos
nossos irmão mortos cruelmente às dezenas por causa de sua fé, diante da intolerâncoa religiosa dos "pacíficos" muçulmanos.
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Escolha de Ministras Pode Ajudar Debate.


A presidente Dilma Rousseff (PT) escolheu duas mulheres para ocupar ministérios estratégicos na discussão sobre direitos da mulher no início de seu governo. As deputadas federais Maria do Rosário (PT/RS) e Iriny Lopes (PT/ ES) foram nomeadas para comandar, respectivamente, o Ministério dos Direitos Humanos e a Secretaria Especial de
Política para as Mulheres. Tal opção deve favorecer avanços no debate sobre a descriminalização do direito da mulher em interromper a gravidez no Brasil.

Ambas defendem que o tema seja debatido como uma questão de saúde pública. Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Iriny Lopes afi rmou não ver “como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter”, e ressaltou que “ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”.

A presidente Dilma já disse ser pessoalmente contra o aborto. Também em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Maria do Rosário prometeu não “oferecer posições que sejam mais pessoais do que aquelas de trabalho” e também falou entender o problema como “questão de saúde pública”.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Alternativa.


Embora a adoção seja uma saída para diminuir as consequências danosas de mães que abandonam filhos, a disponibilidade de uma nova família para a criança no País só é considerada após esgotadas todas as possibilidades de acolhimeto por parentes. Segundo Sheila Daniela Medeiros dos Santos, pedagoga e doutora em psicologia educacional, nos anos 90 os juizados de infância e algumas associações de pais adotivos no Brasil aprofundaram esta ideia, dando ênfase no princípio de convivência familiar em vez da adoção.

“Escândalos ligados à adoção internacional durante os anos 80 chamaram a atenção para o perigo de a adoção ser um pretexto para desapropriar famílias pobres de seu mais precioso recurso: os filhos”, diz Sheila. Segundo o artigo 23 do Estatuto da Criança e do Adolescente, nenhum pai ou mãe pode ter seu poder familiar destituído por causa da pobreza.

De acordo com o último balanço do Cadastro Nacional de Adoção, do Conselho Nacional de Justiça, existem 7.949 crianças brasileiras aptas a serem adotadas. Ou seja, se encontram destituídas do poder familiar. Os dados, referentes ao dia 3 de dezembro de 2010, indicam também que há 30.378 pretendentes à adoção já cadastrados.

São Paulo permanece na liderança como o Estado com maior número de pretendentes à adoção: 8.020 para 1.538 crianças e adolescentes cadastradas. As mulheres interessadas em entregar os filhos para adoção devem se encaminhar à Vara da Infância da cidade.

Fonte: Folha Universal


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É Preciso Discutir.


No Brasil, a discussão sobre a legalização do aborto caminha a passos lentos. A lei brasileira sobre a prática se assemelha com a de países africanos, como a Nigéria, Angola e o Sudão, onde a interrupção da gravidez indesejada é considerada crime contra a vida. Mas a falta de diálogo pode ter consequências graves.

Entre as brasileiras,uma em cada dez mulheres mortas em 2009 em decorrência de problemas na gestação sofreu um aborto, espontâneo ou provocado, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O SIM revela ainda que 2.010 mulheres que abortaram morreram nos últimos 15 anos. E o pior: esses são os casos que chegaram aos dados da rede pública de saúde.

Na clandestinidade, muitas mulheres morrem sem entrar nas estatísticas oficiais.A Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), desenvolvida pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, mostrou que metade das mulheres que já fizeram um aborto buscou atendimento na rede de saúde em razão de complicações. “É possível que essas mulheres estejam abortando sob condições de saúde precárias, uma vez que grande parte delas tem um baixo nível educacional”, conclui a PNA. Segundo o estudo “World Population Policies 2009”, da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 47 nações de seus 192 membros liberaram condições para a prática do aborto desde 1996.

No mesmo período, 11 tornaram suas leis mais restritivas. Só Chile, República Dominicana, El Salvador, Vaticano,Malta e Nicarágua não permitem o aborto em nenhuma circunstância. “Em 2003, cerca de 42 milhões abortos induzidos ocorreram no mundo, quase metade foi realizado utilizando procedimentos inseguros”, diz o relatório da ONU.

No Brasil, o aborto é considerado crime previsto no Código Penal, com pena de 1 a 3 anos de prisão. Só não é punível pela Justiça se a vida da gestante estiver em risco e não houver outro meio de salvá-la ou se a gravidez é resultado de estupro. Na Europa e Ásia, a maioria das nações permite o aborto em mais hipóteses do que a lei brasileira. Para a ONU, as restrições em relação à medida estão relacionadas ao grau de desenvolvimento dos países: os mais desenvolvidos permitem o aborto, pelos mais variados motivos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vítimas da Hipocrisia.


 Dia de natal, 25 de dezembro,Belém do Pará, Brasil. O serralheiro Carlos Barros ouve um choro insistente no quintal de casa. Imagina ser o miado de um gato. Mas, ao se aproximar, encontra um bebê,de apenas 7 horas de vida que, tão logo nasceu, foi jogado pela mãe, a babá Elinaura Nascimento dos Santos, de 20 anos – vizinha de Barros –, de um muro de 2 metros de altura. Embrulhado em um saco plástico, o recémnascido,um menino com 2,2 quilos, foi recolhido por bombeiros com escoriações nos braços e na cabeça. Internado no hospital, recebeu alta na semana passada.

O bebê, chamado de Natalino de Jesus, está sob cuidados do Conselho Tutelar, que não decidiu seu destino. Elinaura se apresentou à polícia e foi indiciada por tentativa de homicídio qualifi cado e dolo eventual – quando há intenção de matar. O Ministério Público irá apreciar o inquérito antes de encaminhá-lo à Justiça. Ela deu à luz às 20h da véspera de Natal.

Embrulhou o filho num saco plástico e o jogou pelo muro, pois temia ser rejeitada pela mãe, a avó do bebê, que mora no Maranhão, e que havia lhe avisado para não engravidar em Belém, onde trabalha na casa de parentes. Com medo, escondeu a gravidez até a hora do parto.Teve o filho sozinha. Cortou o cordão umbilical antes de jogá-lo no quintal do vizinho. Agora, ela diz que quer cuidar do menino,antes indesejado.

O caso não é único. Eles se multiplicam pelo País e muitas vezes são vistos como fatos isolados. Não são. Histórias trágicas como a de Elinaura e seu filho e de dezenas de outras mulheres, a maioria pobre,excluída e desamparada se repetem constantemente. São vítimas da desinformação, do descaso, da ignorância, do preconceito e da hipocrisia, como avaliam especialistas. “É preciso pensar sobre o que levou a mulher a praticar esse ato. Ela pode ter pensado que com um filho não poderia mais trabalhar, ter pensado no preconceito.

É claro que ela poderia ter utilizado outros meios, procurado ajuda. Mas como? Onde? Temos uma sociedade que simplesmente critica e julga”, diz Leila Regina Lopes Rebouças, assistente técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria e coordenadora do Fórum de Mulheres do Distrito Federal. “Não é à toa que temos tantas crianças encontradas em lixeiras. É hipocrisia. É preciso parar de criticar e colocar o aborto como algo criminoso e refletir sobre o direito das mulheres de serem mães ou não”, diz Leila, lembrando da quantidade de mulheres que morrem no País em clínicas clandestinas para a interrupção da gravidez.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que os abortos são a causa de 15% da mortalidade materna hoje. Em 2009,os realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), permitidos quando não há outro meio para salvar a vida da mãe ou para vítimas de estupros, foram 1.850. Não há uma estimativa oficial de quantos clandestinos são realizados, mas um indicador é o número de curetagens,procedimento relacionado a abortos espontâneos ou provocados: só em 2009 foram 183,6 mil, dez vezes mais que o de abortos legais.

De acordo com pesquisa feita pelo Ibope a pedido do Governo Federal uma em cada sete mulheres de 18 a 39 anos já abortou no país. Se a estimativa for correta,o número de mulheres que já abortou pode chegar a 5,3 milhões.Muitas sem condições ou acompanhamento médico adequado, sob risco de contrair doenças ou infecções.
“Elas acabam maltratadas,descriminadas. Muitas das vítimas de aborto clandestino morrem”, ressalta Leila. “No Brasil, a Igreja Católica impede que esse debate avance. Muitos países de maioria católica e evangélica avançaram na legislação e o aborto foi legalizado (veja quadro na pagina 11). Isso não significa que as mulheres vão engravidar pensando em abortar. Nenhuma mulher planeja isso”, destaca.

Carmen Hein de Campos,mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e em Direitos Sexuais e Reprodutivos pela Universidade de Toronto, Canadá, escreveu sobre o que considera a irracionalidade da criminalização.

“São as mulheres jovens e pobres que se submetem a abortos que põem em risco sua saúde e sofrem com a falta de acesso a informações sobre saúde sexual e reprodutiva,métodos para prevenção à gravidez indesejada”, explica. Para Carmen, há um contraste “com jovens ricas que procuram clínicas clandestinas que oferecem aborto a preços altíssimos, mas com mais segurança. Essa diferença na condição econômica é responsável pelos riscos à saúde das mulheres de classes sociais menos favorecidas e pelos gastos do SUS com o pós-abortamento, tornando a ilegalidade ainda mais perversa”.

A legalização pura e simples do aborto como forma de diminuir o número de abandonos não é consenso. De acordo com a psicóloga Lidia Weber, da Universidade Federal do Paraná, é preciso, antes de pensar em aborto, refletir sobre como prevenir e criar estratégias de distribuição de renda, educação e valorização da família. Ela diz que as mães que abandonam os filhos não percebem o sentido da família. “(são mulheres) que foram negligenciadas psicologicamente, foram punidas fisicamente, não aprenderam a amar uma criança, pois nunca foram amadas. É preciso um sentido de família que ensine o afeto”. afirma Lídia.

Enquanto as soluções não avançam, as histórias de abondono se repetem. Em Salvador, no último dia 29, uma mulher foi presa sob suspeita de matar a filha recém-nascida. Logo após o parto, ela teria deixado abandonado o bebê em uma sacola em um terreno baldio. O caso foi descoberto porque ela passou mal e, no hospital, médicos constataram o parto recente. Em Guarapari (ES), um bebê foi encontrado em uma sacola de supermercado no meio de uma rua, enrolado em panos. A criança, uma menina recémnascida, sobreviveu.

Na região de Ribeirão Preto,interior paulista, há quatro registros de abandono nos últimos 2 anos. No caso mais recente, o bebê, que já estava morto, foi achado após ser atingido por um cortador de grama.Em Minas Gerais, dois casos se tornaram marcantes. Em 2007,uma mãe foi suspeita de jogar a filha nas águas poluídas do rio Arrudas, em Contagem.

A acusada, Elisabete Cordeiro dos Santos, de 25 anos, disse que só jogou a criança porque achou que estivesse morta. Ela teria confessado à polícia que tomou remédios para forçar o aborto.

Um dos casos de maior repercussão aconteceu em 2006, quando uma menina de 2 meses foi colocada em um saco de lixo e jogada pela mãe na lagoa da Pampulha, um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte. Ela foi achada com sinais de afogamento, mas sobreviveu.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pílula anticoncepcional: 60 anos de revolução

Entenda um pouco mais sobre essa revolução para as mulheres, que trouxe grande impacto social e familiar em todo o planeta

Por Jaqueline Corrêa
jaqueline.correa@arcauniversal.com


A criação da pílula anticoncepcional, na década de 1950, teve enorme impacto social na vida das mulheres do mundo inteiro. A invenção de dois médicos norte-americanos, Gregory Pincus e Carl Djarassi, proporcionou à mulher a opção de adiar a gravidez ou de não ter filhos. Sobre o assunto, conversou com o Portal Arca Universal a professora doutora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) Ana Luiza Vilela Borges.
Quais as principais mudanças que a pílula anticoncepcional trouxe para  a sociedade?          
 Uma das principais mudanças foi a desvinculação do sexo da reprodução. A partir daí, os indivíduos puderam contar com um instrumento eficaz de regulação de sua própria fecundidade, possibilitando que a mulher pudesse decidir quando e quantos filhos teria, independentemente da vontade ou colaboração do homem.
A pílula anticoncepcional foi criada na década de 1950. Naquela época, as mulheres eram muito dependentes. O que houve de revolucionário nas nossas vidas após a criação da pílula?
A sociedade modificou-se muito desde os anos 50. Sem dúvida, ter a capacidade de regular a própria fecundidade foi um ganho no que concerne a ampliar a independência da mulher em relação ao homem. Mas não podemos esquecer o papel do movimento feminista na luta pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres. Além disso, as mulheres empobrecidas no Brasil ainda não conseguem se inserir completamente no mercado formal de trabalho, mantêm uma baixa escolaridade e poucas oportunidades de mobilidade social.
Algumas mulheres que não pretendem ter filhos são consideradas egoístas por parte da sociedade. Mas, o fato dela ser independente e priorizar outros aspectos da vida, que não o de ser mãe, pode ser considerado uma espécie de independência exagerada, ou até mesmo egoísmo?
Na perspectiva dos direitos sexuais e reprodutivos (e esta perspectiva está presente nas políticas públicas brasileiras), homens e mulheres têm o direito de escolher quando e quantos filhos querem ter, mesmo que a escolha seja não ter filhos. Trata-se de uma decisão individual, a ser negociada entre os parceiros. Entretanto, não podemos perder de vista que, apesar de toda mudança na inserção das mulheres no mercado de trabalho, ainda recai sobre ela a maior parte dos cuidados com os filhos e demais atividades domésticas, o que pode fazer com que a opção pela maternidade não seja tão autônoma como possa parecer, já que nem sempre há equipamentos sociais que possam dar suporte à mãe trabalhadora, como creches, registro na carteira, diminuição ou flexibilização de carga horária de trabalho, entre outros. A própria duração da licença-paternidade (5 dias) é uma prova do quanto a maternidade ainda é vista como uma responsabilidade única da mulher. Além disso, às mulheres ainda é imposta a necessidade de procriação e a perspectiva de que uma família só é completa e a mulher só pode ser feliz quando tem filhos, o que nem sempre é verdade.
Por outro lado, muitas mulheres têm vários filhos, mesmo que indesejadamente, alegando falta de condições financeiras para comprar uma caixa de pílulas, ou porque não conseguem encontrar nos postos de saúde. Há formas de prevenção da gravidez mais acessíveis para mulheres de menor renda?
Atualmente, as Unidades Básicas de Saúde disponibilizam gratuitamente várias opções de métodos contraceptivos, entre eles o preservativo masculino e feminino, a pílula anticoncepcional oral combinada, o diafragma, o DIU (foto ao lado) e, em alguns casos, quando há indicação, a vasectomia e a laqueadura tubária. Lembro também que a pílula do dia seguinte está disponível, para casos em que há falhas no uso de métodos ou violência sexual. Há o Programa de Planejamento Familiar e o Programa de DST/AIDS que orientam a população quanto aos métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis. Devido às amplas opções de métodos contraceptivos fornecidas pelos postos de saúde, na ausência do estoque de algum método contraceptivo, outro provavelmente deverá estar disponível, mesmo que haja apenas o preservativo masculino. Para aquelas que não têm acesso fácil ou que, ainda assim, não encontram nos postos de saúde métodos contraceptivos gratuitamente, há a opção de adquirir alguns métodos de alta eficácia em farmácias a custos muito baixos em unidades do Programa Farmácia Popular. Lembrando que o uso de pílulas ou anticoncepcionais injetáveis deve ser feito apenas com indicação médica.
Com a independência da mulher, a maternidade deixou de ser prioridade?
Enquanto a mulher continuar sendo a responsável pelos cuidados com os filhos e demais atividades domésticas, a maternidade poderá ser encarada como um peso. Independência feminina não existe realmente quando há necessidade de priorizar ou sufocar desejos às custas de ser bem-sucedida em outros âmbitos da vida. A maternidade deixou de ser prioridade para muitas mulheres, pois nem sempre é simples conciliá-la com uma atividade profissional, que é competitiva e requer disponibilidade de tempo. Neste contexto, muitas mulheres postergam a maternidade, dando preferência à realização profissional e independência financeira antes de ter filhos.
A possibilidade de postergar a gravidez para um período mais avançado, devido à carreira profissional, traz riscos para a saúde da mulher?
Muitas mulheres optam por ter filhos tardiamente, ou seja, após os 35 anos de idade. Devido aos avanços tecnológicos na área, a gestação tardia não impõe perigo à saúde da mulher, desde que faça um bom acompanhamento pré-natal. Contudo, existem alguns riscos que são mais presentes nas mulheres que engravidam após os 35 anos de idade, como perda fetal, hipertensão gestacional, gestações anômalas ou gestações fora do útero (ectópica). Além disso, nesta faixa etária ocorre uma redução do potencial reprodutivo, ou seja, reserva dos óvulos, como resultado do envelhecimento dos ovários. Ao mesmo tempo, a probabilidade de aparecimento de doenças ginecológicas, que diminuem a fertilidade como infecções pélvicas e endometriose, aumenta com a idade, dificultando, portanto, a gestação.
Usar a pílula a longo prazo traz riscos à saúde da mulher?
Antigamente as pílulas anticoncepcionais tinham uma alta dosagem de hormônios, o que causava alguns efeitos indesejáveis às mulheres. Atualmente, elas contêm baixa dosagem, o que diminui as contraindicações. Quando usada de forma adequada e dentro das indicações clínicas, a pílula anticoncepcional não traz riscos à saúde da mulher. Vale alertar que antes de fazer uso de qualquer método contraceptivo, deve-se procurar um profissional da saúde, para que seja indicada a melhor opção de uso.
O uso da pílula previne doenças? Quais?
Sim. Além de alguns benefícios em curto prazo, como a regularização dos ciclos menstruais e menstruações menos dolorosas, a pílula anticoncepcional, quando utilizada em longo prazo, pode trazer outros benefícios, como a diminuição de riscos de tumores ginecológicos, no ovário e no endométrio (mucosa que envolve a parede uterina), de doença benigna da mama, de doença inflamatória pélvica, de gravidez ectópica e de anemia por deficiência de ferro. Algumas alterações clínicas, como dismenorréia (sangramento irregular ou excessivo) e endometriose são tratados com a pílula anticoncepcional. É preciso lembrar que a pílula anticoncepcional não previne doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS e, portanto, o preservativo masculino deve ser usado em conjunto com este método.

Colaborou Christiane Borges do Nascimento, enfermeira obstetriz e pós-graduanda na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP)